“As saudades que eu ja tinha da minha alegre casinha tao modesta quanto eu!”....
Caros leitores creio que conhecem muito bem este verso que extraí da célebre música dos inegualáveis Xutos e Pontapés.
Pois bem, e por mais voltas que dermos, por mais sítios que conheçamos, por mais lugares que edifiquemos o nosso “Lar”, a nossa “Casa” é um bem tão precioso, “tão modesta quanto nós”, seres humanos, seres jogados ao mundo, a uma vida inglória em que temos de construir bases para mais tarde, sustentarmos os pilares e o tecto da nossa casa.
Mas, quando o tecto desaba...quando o tecto desaba é muito difícil voltar a colocá-lo no mesmo sítio, do mesmo modo, do mesmo jeito. Como disse Lavoisier, “Nada se ganha, nada se perde, tudo se transforma”. Também nós somos seres humanos, mutáveis, também nós nos transformamos a uma realidade que nem sempre é a que desejámos e onde, muitas vezes, nos sentimos contrabalançados, onde nos sentimos alheios, dispersos a uma realidade tão...tão...parece faltar-me o termo para descrever a nossa realidade...poderei dizer complexa? Penso que complexa todos sabemos que ela é, mas não somos nós que de tão complexos que somos também acabamos por complexar uma realidade que poderia ser...ser...parece-me faltar novamente o termo. Poderei dizer “discomplexa”? Isto existe? Talvez, uma realidade natural...hm...não parece ficar muito bem...que tal ideal? Uma Realidade idílica, onírica, uma realidade onde possamos sonhar, reflectir, ponderar mas ter cuidado com as adversativas porque o deleitamento no mundo onírico por vezes faz-nos esquecer o Real e é dele que estamos a falar. Pergunto-me se não vivo em ambos...Consigo distingui-los (pelo menos penso que sim!) mas...a ausência do real faz-me confrontar com o mundo onírico. Por vezes, aquilo que desejamos nem sempre conseguimos na realidade, já no mundo dos sonhos conseguimos tudo... Talvez seja esse o nosso dever enquanto humanos, tentármos transpôr os nossos sonhos em marcos reais por mais difícil que nos pareça...Estarei a ser muito abstracta? Espero que não...a última coisa que quero é ser abstracta, gosto do concreto, do palpável. Realidades abstractas, pouco sucolentas causam-me naúseas. Penso que é necessário sonhar porque sonhar engradece-nos também, nos sonhos podemos ser imortais mas na realidade somos seres fatais à espera do nosso fim, à espera da nossa finitude, plenitude que um dia há-de chegar e transformár-nos-à em pó e cinza, em espuma que será levada pelo mar e que não mais voltará...Se estamos aqui é por alguma razão! Nascemos, fomos todos os mais rápidos da corrida, temos todos algo em comum, temos todos estados de alma semelhantes embora nem sempre pareça, mas temos. Enfrentamos diariamente os mesmos problemas dos nossos conterrâneos sem muitas vezes dar-mo-nos conta disso...apaixonamo-nos por pessoas à primeira vista, trocamos olhares indiscretos, anseios inquietos, nostalgias profundas, melancolias agudas e tudo isto porque somos humanos, seres com sentimentos, com turbilhões de emoções que, por vezes, nem conseguimos descrever, emoções, sentimentos que nos agonizam, nos atormentam e que nem sabemos do que se tratar.
Às vezes, falar ajuda, e as pessoas não compreendem...o exteriorizar das emoções é o melhor remédio para curar desilusões!
Até amanhã amigos...
Hoje estava inspirada e apeteceu-me escrever...
Caros leitores creio que conhecem muito bem este verso que extraí da célebre música dos inegualáveis Xutos e Pontapés.
Pois bem, e por mais voltas que dermos, por mais sítios que conheçamos, por mais lugares que edifiquemos o nosso “Lar”, a nossa “Casa” é um bem tão precioso, “tão modesta quanto nós”, seres humanos, seres jogados ao mundo, a uma vida inglória em que temos de construir bases para mais tarde, sustentarmos os pilares e o tecto da nossa casa.
Mas, quando o tecto desaba...quando o tecto desaba é muito difícil voltar a colocá-lo no mesmo sítio, do mesmo modo, do mesmo jeito. Como disse Lavoisier, “Nada se ganha, nada se perde, tudo se transforma”. Também nós somos seres humanos, mutáveis, também nós nos transformamos a uma realidade que nem sempre é a que desejámos e onde, muitas vezes, nos sentimos contrabalançados, onde nos sentimos alheios, dispersos a uma realidade tão...tão...parece faltar-me o termo para descrever a nossa realidade...poderei dizer complexa? Penso que complexa todos sabemos que ela é, mas não somos nós que de tão complexos que somos também acabamos por complexar uma realidade que poderia ser...ser...parece-me faltar novamente o termo. Poderei dizer “discomplexa”? Isto existe? Talvez, uma realidade natural...hm...não parece ficar muito bem...que tal ideal? Uma Realidade idílica, onírica, uma realidade onde possamos sonhar, reflectir, ponderar mas ter cuidado com as adversativas porque o deleitamento no mundo onírico por vezes faz-nos esquecer o Real e é dele que estamos a falar. Pergunto-me se não vivo em ambos...Consigo distingui-los (pelo menos penso que sim!) mas...a ausência do real faz-me confrontar com o mundo onírico. Por vezes, aquilo que desejamos nem sempre conseguimos na realidade, já no mundo dos sonhos conseguimos tudo... Talvez seja esse o nosso dever enquanto humanos, tentármos transpôr os nossos sonhos em marcos reais por mais difícil que nos pareça...Estarei a ser muito abstracta? Espero que não...a última coisa que quero é ser abstracta, gosto do concreto, do palpável. Realidades abstractas, pouco sucolentas causam-me naúseas. Penso que é necessário sonhar porque sonhar engradece-nos também, nos sonhos podemos ser imortais mas na realidade somos seres fatais à espera do nosso fim, à espera da nossa finitude, plenitude que um dia há-de chegar e transformár-nos-à em pó e cinza, em espuma que será levada pelo mar e que não mais voltará...Se estamos aqui é por alguma razão! Nascemos, fomos todos os mais rápidos da corrida, temos todos algo em comum, temos todos estados de alma semelhantes embora nem sempre pareça, mas temos. Enfrentamos diariamente os mesmos problemas dos nossos conterrâneos sem muitas vezes dar-mo-nos conta disso...apaixonamo-nos por pessoas à primeira vista, trocamos olhares indiscretos, anseios inquietos, nostalgias profundas, melancolias agudas e tudo isto porque somos humanos, seres com sentimentos, com turbilhões de emoções que, por vezes, nem conseguimos descrever, emoções, sentimentos que nos agonizam, nos atormentam e que nem sabemos do que se tratar.
Às vezes, falar ajuda, e as pessoas não compreendem...o exteriorizar das emoções é o melhor remédio para curar desilusões!
Até amanhã amigos...
Hoje estava inspirada e apeteceu-me escrever...