domingo, 30 de setembro de 2007

Abstracção



Queria poder abstrair-me de tudo à minha volta...

...













Quem ama nunca sabe o que ama,
Nem sabe porque ama,
Nem o que é amar.
Amar é a eterna inocência
E a única inocência é não pensar.

F.P

...



Já chegou o Outono...

domingo, 16 de setembro de 2007

Não se pode perder algo que nunca se teve…














Desde o primeiro momento em que nos cruzámos
Soube que pertencíamos a mundos diferentes.

Desde a primeira troca de palavras
Denotei que não partilhávamos a mesma gramática…

Desde a primeira saída sabia que os nossos passos eram diferentes,
E as nossas direcções eram opostas.

No entanto, decidi arriscar.
Com toda a escola de vida
Que me ensinou um rumo
Decidi invertê-lo e fui sugada
Pelo íman do sexo oposto.

Atracção mútua, loucura,
desejo e aventura.
Começou e acabou.
Será mesmo?
A consciência será sempre a de que somos
De mundos dicotómicos.

Porém, o risco sempre fez parte da vida.
A tentação é inata ao ser humano.
Arrisquei mas agora prefiro seguir o trilho traçado que me foi previamente destinado.

Não se pode perder algo que nunca se teve…

J.G

Tempo...


Escorres pelas palmas das minhas mãos
Sem dó nem piedade
Num impasse dou-me conta que já é "tarde".

Quando a luz se desvanece
Quando as folhas das nossas árvores caiem sem descrição
E o sangue que nos corre nas veias começa a fraquejar...

Sabemos que viemos e que vamos...

Avistamos os "nossos" com outro olhar
As manhas tornam-se demasiado curtas

A melodia que oiço ao longe ecoa cada vez mais perto
Os acordes do violino são cada vez mais vibrantes

O delírio da hora da despedida torna-se numa realidade crua...

E parto para outra dimensão.


J.G

Never Again


I hope the ring you gave to her
turns her finger green
I hope when you’re in bed with her
you think of me
I would never wish bad things
but I don’t wish you well
Could you tell
by the flames that burned your words
I never read your letter
'cause I knew what you’d say
Give me that Sunday school answer
try and make it all okay

Does it hurt
to know I'll never be there
Bet it sucks
to see my face everywhere
It was you
who chose to end it like you did
I was the last to know
you knew
exactly what you would do
And don’t say
you simply lost your way
She may believe you
but I never will
never again

If she really knows the truth
she deserves you
A trophy wife Oh, how cute
Ignorance is bliss
But when your day comes
and he’s through with you
and he’ll be through with you
You’ll die together, but alone
You wrote me in a letter
you couldn’t say it right to my face
Give me that Sunday school answer
repent yourself away

Does it hurt
To know I'll never be there
bet it sucks
to see my face everywhere
It was you
who chose to end it like you did
I was the last to know
you knew
exactly what you would do
And don't say
you simply lost your way
They may believe you
but I never will
never again

Never again will I hear you
Never again will I miss you
Never again will I fall to you
Never
Never again will I kiss you
Never again will I want to
Never again will I love you
Never!

Does it hurt
to know I'll never be there
Bet it sucks
to see my face everywhere
It was you
who chose to end it like you did
I was the last to know
you knew
exactly what you would do
And don’t say
you simply lost your way
They may believe you
but I never will
I never will
I never will
never again

sábado, 15 de setembro de 2007

Salto no escuro…













Porque tendemos a adiar as nossas decisões?
Para quando certezas acerca das nossas convicções?

Porque temos medo de saltar para o desconhecido?
Existem mundos à espera que os descubramos
Existem terrenos que aguardam que os desvendamos.

A dúvida é necessária.
A rebelião de massas deve ser uma constante
Não podemos parar.
Sem a dúvida tendemos a um estado conformista
É necessário que nos inconformemos para que haja evolução.

O amanhã não aguarda por nós,
Hoje é o dia!…

J.G

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Tédio




Tédio de ser..

Tédio de poder...

Tédio de estar...

Tédio de amar...


Tédio de ver...

Tédio de sofrer...

Tédio de continuar...

Tédio de estagnar...


Tédio de querer...

Tédio de poder...

Tédio de fazer...

Tédio de sofrer...


Tédio...


Somente!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Vagabundo de ti próprio...




As folhas caíam dia após dia num desassossego constante. As palmas das tuas mãos estavam frias e o teu olhar emitia um ar preocupado, absorvido dentro de uma realidade que consideravas ser já um estado natural.

Todos os dias acordavas, subias a persiana e vias o Sol raiar ao longe. No teu quarto, porém, já só entrava a brisa gelada do fim do dia com o cheiro a nostalgia de tempos passados.

Fazias a tua vida, uma rotina já incutida nas veias que corriam no teu corpo pesado, exausto, fatigado.

Contudo, havia momentos em que parecia que mudavas bruscamente e em que pensava que irias voltar a ti próprio, irias voltar a ser o que outrora tinhas manifestado.

Todavia, existem perdas irreversíveis que jamais permitem que voltemos a ser o que antes fomos. Por isso, o teu estado de outrora permanecia longe, num inconsciente profundo, recalcado por icebergs pontiagudos que não deixavam acordar-te para a realidade presente.

Há dias em que aquilo que ambicionamos ter fica guardado nos bolsos rotos das calças que vestimos. Existem momentos em que o Sol a raiar ao longe (momento único!), nos passa absolutamente ao lado, por em nós os raios luminosos estarem adormecidos, revestidos por um céu nublado.

Era assim que eu te enxergava agora, um ser humano nublado, com um destino marcado, numa rotina asfixiante em que não tinhas tempo para apreciar o que à tua volta se desenrolava.


És um vagabundo de ti próprio....Talvez saibas demais...
J.G