domingo, 16 de setembro de 2007

Tempo...


Escorres pelas palmas das minhas mãos
Sem dó nem piedade
Num impasse dou-me conta que já é "tarde".

Quando a luz se desvanece
Quando as folhas das nossas árvores caiem sem descrição
E o sangue que nos corre nas veias começa a fraquejar...

Sabemos que viemos e que vamos...

Avistamos os "nossos" com outro olhar
As manhas tornam-se demasiado curtas

A melodia que oiço ao longe ecoa cada vez mais perto
Os acordes do violino são cada vez mais vibrantes

O delírio da hora da despedida torna-se numa realidade crua...

E parto para outra dimensão.


J.G

Sem comentários: