
Escorres pelas palmas das minhas mãos
Sem dó nem piedade
Num impasse dou-me conta que já é "tarde".
Quando a luz se desvanece
Quando as folhas das nossas árvores caiem sem descrição
E o sangue que nos corre nas veias começa a fraquejar...
Sabemos que viemos e que vamos...
Avistamos os "nossos" com outro olhar
As manhas tornam-se demasiado curtas
A melodia que oiço ao longe ecoa cada vez mais perto
Os acordes do violino são cada vez mais vibrantes
O delírio da hora da despedida torna-se numa realidade crua...
E parto para outra dimensão.
J.G
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