
Deixaste-me perdida na vida também construída por ti,
E pergunto-me porquê?...
O deleitamento dos tempos que juntos passámos
Outorgou tão bons sentimentos, tantas alegrias,
tantos daqueles momentos...
E pergunto porque descuraste de todos eles?
Porque te incutiste num frenesim descontínuo,
Que te causou cegueira de uma realidade que consideras ser complexa...
Há muito tempo que esperavámos por ele,
E...deixaste-o ir nas asas do vento,
Como quem desprende lentamente um balão amarrado ao pulso...
E ele foi...foi...desprendeu-se e partiu para outras dimensões...
E já cá não está...ainda consigo vê-lo bem ao longe, lá no alto...
Mas a pouco e pouco se detêm noutro mundo, noutra dimensão,
Noutra altitude que considera ser a melhor...será?...
Será?...Será?
J.G
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