segunda-feira, 16 de junho de 2008

3


Três dias chegaram para que o nosso amor louco e desenfreado
Ressurgisse de novo como chama que embora ausente jamais se tinha apagado…
A grandes velocidades conduziste-me para o que consideras ser uma realidade constante.

Pois então conduz-me…

"Esta noite, conduz-me.
Leva-me para longe enquanto a noite misteriosa se transforma em dia.
Deixa-me na pele as marcas da paixão, do tesão. Para que de manhã, toda a alma lavada se sinta vazia. E o corpo dorido e cansado faça ver toda a vida de uma forma muito mais leve.
Crava-me as unhas na pele, desliza todos os dedos em mim. Sua-me o corpo, aperta-me com os teus braços, puxa-me para ti, diz que me queres.
Desabotoa-me as calças, rasga-me a roupa, deita tudo fora, tudo o que prende por dentro. Agora.
Passa-me a língua no pescoço, nas costas, entra em mim, chama o meu nome.
Esgota-me.
Tira de mim o fogo, liberta-me de gritos silenciosos, dos olhares perdidos, dos gemidos sôfregos que arrasto.

A noite está quente. Não me perguntes onde quero ir. Leva-me. Conduz-me.
Diz-me tu.
Onde me queres levar?"

J.G (adaptado)

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